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Grãos

Valores e Importância no País

As exportações estão diretamente ligadas ao desenvolvimento do país e é importante por trazer competitividade ao mercado local, é por ela que os agricultores se desafiam a cada dia na busca por melhores tecnologias e produtos, melhor qualidade, maiores investimentos e mais pesquisas. Além de alavancar a geração de empregos e renda para muitas famílias.

Nesse sentido, o mercado de grãos é de extrema importância para a economia brasileira, visto que além do abastecimento interno de produtos como óleos, ração animal e até combustíveis, como exemplo o milho, são amplamente usados como produtos base para outras indústrias. E por fim são insumos importantes para a exportação do país.

A produção de grãos no país aumentou cerca de 703%, nos últimos 48 anos, passando de uma produção anual de 27,3 milhões de toneladas para uma produção estimada em 240 milhões de toneladas na safra de 2019, segundo a Embrapa. Entretanto, o destaque vai para a área plantada e destinada a esses produtos, a qual passou de 21,4 milhões de hectares para 58,1 milhões de hectares, cerca de 7% do território nacional. Ou seja, aumentou, mas não na mesma proporção. Isso graças as técnicas de manejo e as novas tecnologias que visam a maior produtividade, a qual obteve um aumento de 196%, e não apenas produção. Representando assim, não só um avanço do mercado, mas a preocupação do setor em utilizar as áreas abertas, preservar as matas e florestas locais e principalmente o cuidado com o meio ambiente.

A cultura da soja é um exemplo desse avanço tecnológico principalmente no manejo e na conservação do solo a sua produtividade média saltou de 1.439 kg/ha para 3.394 kg/ha, é uma das principais commodities agrícolas do brasil e foi responsável por cerca de 29% das vendas externas do agronegócio em 2018, com uma produção de 119,28 milhões de toneladas levando o país na disputa da liderança mundial junto com os Estados Unidos na produção de soja. Além desse mercado a soja é importante por movimentar industrias de alimentos, empresas de consultoria e prestação de serviços, visto que essa além de ser usada na alimentação humana e animal possui vários usos industriais. Os estados maiores produtores são Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, em que juntos foram responsáveis por 58% do total da produção nacional. (Conab,2019).

O feijão é outro produto de destaque na produção nacional, ocupando o primeiro lugar na produção e o no consumo mundial. Cerca de 2,5 milhões de toneladas são produzidas por ano. Este grão faz parte da alimentação básica e diária da população brasileira sendo uma das principais fontes de proteína.

Aliado ao feijão está o arroz, um dos cereais mais consumidos do mundo. O Brasil, com uma produção de 11,7 milhões de toneladas em 2018, foi considerado o décimo maior produtor mundial da cultura, possui a produção dispersa em todo o país, mas, a maior concentração está na região sul, que produz cerca de 82% do total nacional.

            Outro grão de interesse econômico é o trigo, utilizado principalmente na panificação e de importância significativa na rotação de culturas, principalmente com a soja, é capaz de proporcionar uma camada de cobertura e auxiliar no controle de doenças e pragas em sistemas de monocultivo. A produção anual do Brasil é de 6 milhões de toneladas.

            Por fim, fechando essa série de grãos tem-se o milho, amplamente apreciado na alimentação humana e um dos principais insumos na produção de aves e suínos. É o terceiro produto mais produzido pelo Brasil, embora com um decréscimo de 16,8% em relação à safra anterior, e obteve uma produção de 81,36 milhões de toneladas na safra de 2017/18. Isso graças principalmente ao investimento em cultivares de maior potencial genético e em equipamentos e máquinas de maior qualidade, além das práticas de manejo que cada vez mais estão sendo aliadas a sistemas de plantio direto, integração lavoura-pecuária e a agricultura de precisão. Ações que estão permitindo cada vez mais a melhoria do potencial produtivo da cultura, de 1976/77 para 2017/18 a produtividade média nacional do milho passou de 1.632 kg/ha para 4.890 kg/ha, ou seja, triplicou ao longo de quatro décadas.